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Redação 26/05/2026 às 09:17

A Polícia Federal realizou, na manhã desta terça-feira (26), a oitava fase da Operação Compliance Zero e cumpriu mandados de busca e apreensão contra o ex-governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro, e ex-dirigentes do RioPrevidência, fundo responsável pelo pagamento de aposentadorias e pensões de servidores estaduais.

Os investigados são suspeitos de participação em um esquema relacionado ao aporte de recursos do fundo para aquisição de ativos do Banco Master.

A decisão foi autorizada pelo ministro André Mendonça, a pedido da Polícia Federal, no âmbito da Petição 15676. Os mandados também atingiram as empresas Mídias Promotora Ltda. e Planner Corretora de Valores S.A, apontadas pela investigação como intermediadoras das negociações entre o governo fluminense, o Banco Master e o RioPrevidência.

Segundo a Polícia Federal, há indícios de proximidade entre Cláudio Castro e Daniel Vorcaro, proprietário do Banco Master. A investigação aponta que encontros entre os dois ocorreram antes de mudanças na gestão do RioPrevidência.

De acordo com os investigadores, a troca no comando do fundo teria ocorrido em paralelo à realização de investimentos considerados de alto risco no Banco Master com recursos previdenciários.

A PF afirma que Cláudio Castro teria atuado politicamente para viabilizar os aportes e influenciado nomeações para cargos estratégicos no RioPrevidência, incluindo presidência, diretoria e gerência de investimentos.

Ainda conforme a investigação, os investimentos continuaram mesmo após alertas de órgãos de controle e pareceres técnicos contrários às operações. Os documentos classificaram as aplicações como “temerárias e desprovidas de justificativa técnica”.

A Procuradoria-Geral da República (PGR) acompanhou o pedido da Polícia Federal e apontou indícios de que a relação entre Castro e Vorcaro teria ultrapassado o âmbito institucional. Segundo os autos, o esquema investigado envolve a captação de R$ 3,691 bilhões em investimentos no Banco Master por meio de fundos e letras financeiras.

Ao autorizar as buscas, o ministro André Mendonça afirmou que os direitos à intimidade e à inviolabilidade domiciliar não são absolutos quando há necessidade de investigação de crimes graves relacionados a organizações criminosas.

Na decisão, o ministro declarou que os indícios reunidos apontam possível participação dos investigados em esquema estruturado de corrupção e lavagem de dinheiro envolvendo recursos bilionários do RioPrevidência.

Segundo Mendonça, as medidas buscam esclarecer a atuação dos investigados, reconstruir a cadeia de atos ligados à suposta expropriação do fundo previdenciário e rastrear possíveis vantagens indevidas recebidas por agentes públicos e políticos.

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