Debate sobre jornada 4x3 mobilizou parlamentares favoráveis e contrários na Câmara
A comissão especial da Câmara dos Deputados que analisa propostas de redução da jornada de trabalho aprovou nesta quarta-feira o parecer do relator após debates entre parlamentares favoráveis e contrários às mudanças nas regras trabalhistas.
O presidente do colegiado, Alencar Santana, afirmou que quase 4 mil pessoas participaram das discussões realizadas pela comissão desde o início dos trabalhos.
“Em menos de um mês de funcionamento, esta comissão especial já está entre as cinco da Câmara que mais horas de debate realizaram. Isso demonstra a força do tema e o anseio popular”, declarou o parlamentar antes da votação do parecer.
Alencar Santana também rebateu críticas sobre uma possível aceleração da tramitação da proposta e afirmou que as audiências públicas contaram com representantes patronais e dos trabalhadores.
Os defensores da mudança argumentaram que a redução da jornada pode ampliar o tempo de descanso e convivência familiar dos trabalhadores.
Entre os opositores da proposta, parlamentares citaram possíveis impactos econômicos, como aumento de custos de produção e reflexos nos preços ao consumidor.
O líder do Novo na Câmara, Gilson Marques, afirmou que a medida pode afetar pequenos negócios e relacionou experiências internacionais de redução de jornada ao aumento de produtividade em países desenvolvidos.
“A farmácia, a padaria e o supermercado vão subir os preços ou, pior, vão fechar as portas”, afirmou o deputado.
Autora da PEC 8/25, que propõe a jornada de trabalho no modelo 4x3, a deputada Erika Hilton criticou tentativas de impedir a votação na comissão especial.
Segundo a parlamentar, houve desinformação sobre os possíveis impactos econômicos da proposta. Erika Hilton afirmou que a votação representa uma vitória para os trabalhadores.
A proposta segue em análise na Câmara dos Deputados.